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terça-feira, 26 de outubro de 2010

You tell me 6

Mana é mãe de Raul (5 anos) e João (2 meses). É minha hermana e diretora de criação da Mercatore. Está curtindo demais o newborn, como não conseguiu fazer com Raul por todas as inseguranças que uma mãe de primeira viagem passa. Com o mais velho era exaustão, com João é cansaço e a certeza de que o tempo voa. Como mãe acha que mima demais e cobra de menos. Gostaria de ter mais disposição para brincadeiras de sujeira: fazer glu glu para escorregar, pintar uma área da casa e bagunçar a cozinha. Para não cair na máxima: Casa de Ferreiro. Espeto de pau, ela definitivamente faz umas exigências. Acha que o estilo das crianças é muito influenciado pelo dos pais, mas que quando vão crescendo vão tendo opinião própria, porém baseado no que foi ensinado para eles. Raul já escolhe suas roupas, curte, e se sente diferenciado por isso. Nunca se sentiu excluído por não ter uma camisa do Ben 10, coisa que realmente não deixa usar. Dá o brinquedo que ele quiser, mas roupa é outra historia!
BM:Quando você realiza que sua vida mudou depois que foi mãe?
MF:Quando entro no chuveiro e tem uma tábua de pão, um balde e um limpador de vidro de carro que não saem mais de lá e que meu shampoo (que uso de pouquinho) e sabonete L'Occitane viraram junto com a pasta de dente uma mistura nojenta. As vezes tenho vontade de sair do chuveiro gritando e esganar, mas também não tem nada melhor do que quando estou meio para baixo, entrar no chuveiro e me deparar com aquela montanha de potes tentando se equilibrar em mais uma das brincadeiras.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

You tell me 5

Leticia Ribeiro é mãe de Hisbelinho (4 meses). Estudou comigo na universidade e no meio do curso voltou para São Paulo, sua cidade de origem. Assim que mudei para SP ela volta para Recife, dessa vez com uma vida cheia de responsa (já casada e barriguda!). Leitora ávida de revistas para crianças indica a Anorak Magazine. Apesar de engravidar sem planejar conseguiu curtir toda a gravidez. Depois do susto, a emoção é inevitável ainda mais porque era apenas a antecipação de um sonho. Acha que a maior diferença entre uma infância em Recife e em São Paulo, mais do que propriamente o lugar é definido pelo ritmo de vida dos pais, que por ser mais tranquilo favorece a qualidade de vida para os pequenos. O que mais sente é não poder criar seu filho perto dos avós.
BM: Na criação de um filho homem, o que uma mãe tem direito de escolher e o que não tem?
LR: Acho que a mãe tem direito a tudo, até ele poder realmente escolher o que quer. E ainda assim, vou dar muito pitaco!

terça-feira, 5 de maio de 2009

You tell me 4

Elisa Guerra é mãe de Antônio (6) e Francisco (2 meses), os queridos Tom e Francis como nós, Tias babonas, os chamamos. Chef de cozinha, Elis comanda o Café Brennand, que fica na Oficina do avô Francisco. Como mãe de segunda viagem acha que o primeiro teve tudo em excesso, de fotos a stress. Descobriu as maravilhas da chupeta agora e como receita para agradar pais e filhos indica peixe de forno com azeite, vinho branco, sal, pimenta e cebola (coloca tudo para marinar, depois em um papelote de alumínio e forno). Quer que seus filhos possam ter uma vida "verde" como ela teve: Fim-de-semana na fazenda, contato com os animais, pisar na grama, dormir com som de cigarra, sentir o cheiro de terra molhada, tomar leite direto da vaca... E o que mais deseja é que junto com Du possam participar mais da infância dos filhos, do que seus pais participaram.
BM: Quer continuar reinando entre homens ou teria preferência por uma menina na próxima gravidez?
EG: Acho que toda mãe quer uma menina, mas meu pressentimento é que aqui em casa a historia vai ser dos 3 mosqueteiros!

segunda-feira, 2 de março de 2009

You tell me 3

Marina Cavalcanti é mãe de Gabriel (1 ano) e mora em Angola. Depois que foi mãe sente saudades da liberdade de não ter que atender o celular. Os intermináveis banhos de banheira acompanhados de tintas atóxicas é a pedida para as manhãs de sábado ou domingo.
BM: Um desejo?
MC: Engravidar novamente.
BM: Qual a melhor coisa de ser mãe? MC: Receber uma retribuição de carinho nas horas mais incertas, como quando passo 2h horas irritadíssima no meio da madrugada tentando de tudo pra ele dormir e ele me olha e abre um sorriso... Nessa hora você vê que tudo vale a pena!

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

You tell me 2

Cláudia Bettini é mãe de Lis (10 meses) e assessora de imprensa. Inesquecível para ela foi ouvir mam mam pela primeira vez e presenciar, como jornalista, o primeiro transplante de pele realizado no país. O que para ela representa um marco no combate do preconceito racial, já que o curativo é feito da pele de outras pessoas e raças. Da sua infância sente saudades de subir em árvore, lamber os dedos e manchar a roupa sem culpa, brincar na rua sem medo e das férias livre de qualquer compromisso. Não sente saudades dos arranhões, pontos, gessos e ataduras. Para ela a melhor festa foi o seu casamento.
BM: Uma frase?
CB: Humanidade: como é sinônimo de bondade, deveria ser coletivo de bondosos. (De Adriana Falcão, em Pequeno Dicionário de Palavras ao Vento).

terça-feira, 21 de outubro de 2008

You tell me

Kika Novaes é mãe de Tom (5 anos). Estudante de moda e casada com o cantor China. Adora levar o filho para o cinema. Quando está sem ele aproveita para encontrar os amigos em barzinhos ou em casa. Ultimamente está lendo só coisas relacionadas à moda e assuntos afins, para desenvolver o projeto de conclusão do curso, mas indica Vale tudo: o som e a fúria de Tim Maia, uma biografia escrita por Nelson Motta § Vilão para ela é a violência § Está ouvindo Acabou Chorare dos Novos Baianos.
BM: Um momento especial?
KN: Quando Tom está perto os momentos sempre são especiais. Ele tem mania de falar umas coisas absurdas, meio impressionantes para sua pouca idade... me divirto muito e às vezes até reflito.
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